terça-feira, 8 de junho de 2021

Lançamento Duplo

Após edições mistas do tipo sketchbook "dos pobres" por ter espaço reservado pra artes exclusivas, no novo nº de Rota ANDF vem com o final de uma certa galeria de artes já mostrada virtualmente cujo nome não posso mais publicar graficamente pra evitar incômodos judiciais (ou talvez não?), mais a coluna clássica de Rogério "Debiverso" DeSouza (integrante do Dinamo Estúdio) e os textos que fiz pro "antigo" blog Rota Sonora, que passou a ser coluna do ColetiveArts. Façam seus pedidos!
Formato A5, com 24 páginas P&B e pelo valor de R$ 3,50 (tirando despesas postais)
E de brinde...
...mais um capítulo da doce e descontraída infância dos meus personagens zoonóides do Projeto GV, em formato de bolso e dobrável. 

Não percam!!


 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Várias Artes Até Este Semestre- 2

Prosseguindo com esta mostra de desenhos entre a finaleira de 2020 e o 1º se,estre deste ano de Nosso Senhor, ainda assombrado e impregnado pela presença nefasta do vírus FDP de M&%#@ e das pragas irresponsáveis que ainda o ajudam a se espalhar pra matar muita gente...
...trago aqui mais um "passo a passo" de mais um dos desafios do grupo Nosso Traço pelo WhatsApp.
Desta vez, a tarefa foi retratar uma entidade cósmica. Foi um tanto complicado de decidir a aparência de tal criatura, mas procurei evitar que parecesse algo saído de uma saga cósmica da Marvel, com ou sem a  Manopla do Infinito ou o Thanos.
E decidi fazer mais artesanal do que tratado no Photoshop.
Usei nanquim, lápis de cor e canetas.


Terminado!

Este não foi pra nenhum desafio e nem mesmo foi encomenda. Pra sair do padrão comercial popular comercial do Coelho da Páscoa, decidi desenhar Jesus Cristo.
 Não me considero um grande cristão. Sou católico, mas não frequento igreja com tanta frequência. Mesmo assim, faço orações todos os dias antes de dormir.
A versão escolhida do Nosso Salvador, foi a da série Desenhos Bíblicos, que passou nas manhãs de domingo do SBT em meados dos anos 1990 e mais recentemente com outra dublagem, na Record. Escolhi tal versão por representar (pra mim) uma face caridosa, feliz e benevolente. Também não queria reproduzir aquela velha imagem do Cristo tristonho, sofredor, comtemplativo e crucificado.
 
 O dublador de Jesus era Alexandre Lippiani, o mesmo do Clark Kent/Superman interpretado Dean Cain (Lois & Clark) e também a 1ª voz do boneco Woody (Toy Story). Ele chegou a ser entrevistado pela Herói Gold e infelizmente faleceu num acidente de carro, em 1997.
Terminado. Amém!

O próximo foi baseado no filme O Guia do Mochileiro das Galáxias, cujo livro de Douglas Adams eu já tinha livro há meses e confesso que achei mais divertido que sua versão filmada (que já tinha assisti há mais tempo).
Escolhi 3 personagens de uma cena do filme.
Da esquerda pra direita: robô depressivo Marvin, o humano deslocado Arthur Dent e o ET disfarçado Ford Prefect.
Fui um tanto trabalhoso, mas foi legal.
Eu pretendia colorizar, mas fiquei sem saco pra isso.

Feito!

O seguinte foi uma versão chibi (caricatura infantil) de um extraterrestre.


Não queria desenhá-lo sem roupas, então...


...optei por fazê-lo com uniforme de um tripulante de Jornada nas Estrelas (ou Star Trek, como queiram).

Já este aqui (que deveria ter sido postado no Dia Internacional da Mulher, mas atrasei), não tem nada a ver com desafios ou encomendas, mas tem uma história curiosa a respeito de tal criatura graciosa e atraente (em muuuuuuuitos sentidos!) enquanto mostro as etapas.
Lá por volta de 2004 (uma época sem muitas redes sociais, aplicativos pra celular e sem serviços de streaming), quando eu ainda era um frequentador de lan houses, fui acessar meus e-mails e a internet em geral quando num site com artes de desenhistas americanos me deparei com uma arte da Tigresa (Tygra, dos Vingadores) que Adam Hughes deve ter feito pra alguém numa convenção ou talvez fosse uma arte comissionada. Tinha a frase "Omaha, Who?" e então, por uma inocente curiosidade, fui pesquisar se tinha alguma personagem com tal nome e me deparei com...
...várias imagens de uma hq alternativa que algum tempo depois, descobri que é antiga (criada em 1978), que também era popular nos Estados Unidos e por diversos brasileiros antenados no mercado underground. 
Cheguei a achar na Tutatis Revistaria (em Porto Alegre, é claro!) uma exemplar curiosamente sem plástico de um álbum chamado Omaha- A Stripper (criação de Reed Waller com a maioria dos roteiros feitos por sua até então esposa Kate Worley), da Coleção Eros (pela Conrad Editora) que era uma série com hqs eróticas e picantes de diversos países. Pode-se dizer que fiquei atraído por essa gatona com cara de coelhinha!
A trama de Omaha- The Cat Dancer não é 100% original, mas a história da moça que veio do interior tentar uma carreira como modelo, mas acabou virando dançarina exótica vítima do preconceito de políticos moralistas e que passou a namorar um desenhista tem como diferenciais o fato de ter personagens em forma de animais humanizados e de ter muito sexo, que embora seja explícito, não há enquadramentos ousados como filmes XXX ou apelativos como qualquer fanservice já visto em diversos animes e mangás. Tudo ocorre feito uma novela repleta de encontros românticos e sexuais, além de dramas (vários até ingênuos), onde o sexo é consequência natural sem abordar nada relacionado a doenças venéreas ou uso de substâncias ilícitas, embora as únicas drogas que apareçam sejam cigarros.
Pena que a edição (lançada em 2003), que foi adaptada da coletânea The Complete Omaha- The Cat Dancer Vol. 1, só tem as primeiras histórias (mostradas em ordem cronológica) até um certo ponto, além de algumas ilustrações e as demais hqs permanecem inéditas. Consegui achar a sequência dela por meio de scans (em inglês), mas foi de outra coletânea (The Collected Omaha- The Cat Dancer) e mesmo assim, sem um final pra trama toda que prosseguiu com mais dramas, revelações, mistérios, reviravoltas e ainda com sexo. 
Decidi fazer uma ilustração meiga com a protagonista, que vagamente me ativou uma memória de infância sobre uma ex-vizinha que tinha cabelo cacheado (eu não sonhava com ela e nunca tive devaneios eróticos, deixando bem claro), mas talvez tenha sido a 1ª mulher atraente que vi ao vivo, que já me visitou, tinha uma voz suave de moçoila e o nome dela era Tânia. Pelo volume do cabelo, também poderia ter me lembrado da atriz Adrienne Barbeau (que fez Fuga de Nova York e foi a namorada do Monstro da Pântano), mas por causa do rosto me lembrei mesmo foi da Karen Allen (que foi a Marion Ravenwood, namorada do Indiana Jones). 
Ela foi homenageada (SEM TROCADILHOS INFAMES! Hehe!!) na 1ª edição do álbum Zé Gatão, criação do quadrinista Eduardo Schloesser. Eu pensei em criar um artigo só sobre Omaha com esta ilustração, mas acabei incluindo aqui. Já foi até incluída num  vídeo pro evento Mutação e postei aqui.
No fim das contas, ela é uma mulher (tá! Gata humanoide) que só queria trabalhar fazendo todo mundo ao redor pular, vibrar e se divertir com música alta, além de ser também uma tremenda gata... muito gata!

Este aqui é o protagonista de uma filme que até o momento nunca assisti...
...Paul- O Alien Fugitivo é uma comédia com Simon Pegg e Nick Frost, a mesma dupla que fez Chumbo Grosso (Hot Fuzz) e Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead).
Pois bem... com base nas referências dele que achei, fiz minha parte.


Pronto!

E... continua (de novo)!

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Várias Artes Até Este Semestre- 1

CREDO! No período em que retomei minhas postagens tinha me esquecido de publicar os "making ofs" de ilustrações que fiz antes e depois da virada de ano, ligadas ou não com o Desafio Nosso Traço que é proposto semanalmente por integrantes do grupo da ilustradora Karen Suelen, no WhatsApp. É claro que não é toda semana que participo. Só topamos quando quiser e sem pressão.

Começando aqui com uma personagem de livros franceses chamada Fantomette
Fui pesquisar e descobri que ela teve uma adaptação em série animada pra TV com um visual bem diferente.
Pode-se notar que até pelo uniforme lembra Batman- A Série Animada, porque lembra demais uma variação da Batgirl.
Tem episódios da Fantomette pra assistir no Youtube

Eeeeee... voilá!

A próxima é uma personagem (Raphtalia) de um anime popularmente (no meio otaku) chamado pelo seu nome internacional de The Legend of The Shield Hero.
É uma fantasia de cavaleiros e feiticeiros, sobre um guerreiro que é forçado a batalhar munido apenas de um (óbvio!) escudo.
Ele liberta a Raphtalia, uma garota-fera que era escrava de um cara que a maltratava. 
Comecei a ver esse anime faz um tempão e ainda não assisti nem a metade.
A bola que ela segura foi um presente do guerreiro.
Lembrando que, além da pesquisa de campo digital, também utilizei referências que encontram-se guardadas em pastas dos desafios.

Feito!

A próxima ilustração foi inspirada na deusa celta Brighid.
Foi um tanto complicado pra decidir como retratá-la visualmente, com tantas referências muito diferentes entre si. 
Decidi por uma abordagem de como ela seria se ela fosse uma santa católica.


Imaginei como se ela fosse parte de um vitral.
Eu pretendia fazer vários efeitos de sombra e luz...
 ...mas optei por uma colorização mais básica.

 A seguir, uma pose gestual com a minha personagem Cíntia (a lebrinha humanoide do Projeto GV e integrante da Banda Sou Genérico)...
...sendo aqui, retratada como uma bailarina.
Só não sei porque raios algumas fotos ficaram viradas!
Confesso que, mesmo com uma aparência meiga e um tanto delicada (lembrando vagamente a atriz Anne Hathaway...), sempre imaginei ela mais como moleca e roqueira.
Foi um tanto complicado de acertar o perfil do rosto.



Pronto! 
Em breve, mostrarei mais artes.